Frase do dia: "Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância." – Galileu Galilei

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Vida


Às vezes achamos que somos felizes enquanto vivemos. Às vezes nossa vida não parece ser tão emocionante quanto a de outra pessoa. Achamos que nem sempre vivemos como queremos com medo do que outros possam pensar da forma que vivemos. Achamos que nem sempre morremos como queremos com medo do que outros possam pensar da forma que morremos.

O que é viver? Por que vivemos? Tem uma razão para isso tudo?

Sinto muito, mas em minha opinião não há razão para vida. Se houvesse, viveríamos todos da mesma maneira buscando os mesmos objetivos. Teríamos as mesmas necessidades, os mesmos sentimentos, as mesmas aspirações. Se a vida tem um objetivo, esse seria o simples ato de viver. Ser livre para fazer, pensar, agir da forma que queremos. Muitos buscam seu objetivo para viver, encontram religiões, pessoas, trabalhos, vícios para poderem justificar sua vinda ao mundo.

A vida não tem uma razão, um motivo, ela foi feita apenas para ser vivida, apreciada. Viver é ser feliz, ser triste, amar, crescer, chorar, comer, ter bons momentos, ter maus momentos, brincar, morrer, viver.

Se você acha que sua vida não é boa o suficiente, trabalhe para torná-la boa. Se ela não é justa, torne-a justa. E se pensa que é boa e justa o suficiente, não desperdice seu tempo, torne-a ainda melhor. A vida é como queremos, apenas não nos damos conta disso. Vivemos da forma que queremos, agimos da forma que queremos, tudo depende de nós para ser feito, nós fazemos nossa vida. Se não está satisfeito com a sua, não se preocupe, ainda há tempo de mudá-la. Até mesmo a pessoa que viveu descontente a maior parte de sua vida, tem a chance de mudá-la no último momento.

Pense, não pense;

Acredite, desacredite;

Crie, destrua;

Seja feliz, seja infeliz;

Pule, corra, pare;

Grite, silencie-se;

Mude, seja;

Viva.

 

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.” – Charles Chaplin

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Filtro solar – Pedro Bial


Aproveitando esse momento de “Carpe Diem”, aqui está um texto de Pedro Bial, sobre modos de aproveitar a vida. É um texto muito bonito e reflexivo, nos ajuda a ver muitas coisas que simplesmente ignoravamos. Aproveitem!

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Nunca deixem de usar filtro solar!
Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência; já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.

Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece… Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito – que você nem desconfia hoje em dia quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente, e como você realmente tava com tudo em cima. Você não é tão gordo(a) quanto pensa!

Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira modorrenta. Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute de seu corpo.
Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas
e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,
os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
e as crianças, respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.

Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta
vai aparentar oitenta e cinco.
Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite!

“Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.” – Sigmud Freud

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Jogo das máscaras


Máscaras

Ao admitir que cumpre-nos apenas viver conforme a sociedade já bem o definiu, cada qual desempenhando seus papéis sociais como o de marido, esposa, pai, mãe, trabalhador etc, permanecemos presos, impedindo o maior desenvolvimento. Não percebemos que cada papel carrega em si o próprio limite de atuação. Este limite é o referencial a que recorremos para definir as regras de cada atuação social necessária ao melhor convívio.

Cada papel diz respeito a uma máscara usada para encenar o teatro da vida. Agimos de maneira totalmente diferente dependendo de com quem estamos e onde estamos, temos que ser de um jeito para com nosso chefe, colegas, professores, familia, vizinhos e etc. É claro que temos personalidade, mas ela nos leva a vestir essas máscaras para que possamos nos adaptar ao cotidiano, para isso, cada máscara possui uma limitação de se agir, moldando-nos a uma forma de ser. Ocorrem conflitos por causa do desacordo entre tipo de temperamento introvertido ou extrovertido, experiências acumuladas, conceitos formados, e padrões de comportamento sugeridos pela sociedade. Nos casamentos, por exemplo, o psicólogo Carl Rogers (1902-1987) concluiu que Numerosos problemas desenvolvem-se na medida em que tentamos satisfazer as expectativas do outro…, e que não devemos nos afeiçoar pelos desejos, regras e papéis que os outros insistem em impor-nos.

Sabemos que deve-se existir limítes para que haja o convivio adequado, não estou defendendo a abolição de leis e regras, já bem explicadas por pensadores de outros séculos, como Thomas Hobbes (1588-1679), por sua afirmação de que O homem é o lobo do homem, e Voltaire (1694-1778), ao comparar: Para que uma sociedade consiga sobreviver, fazem-se necessárias as leis, assim como as regras para os jogos. A ordem política tem o seu papel na regulação do convívio entre os homens, mas nos revestimos destes papéis ao usar as máscaras sociais e agimos apenas em conformidade a eles. Não nos inquietamos a ponto de refletir sobre se devemos pensar e agir diferentemente do que estamos acostumados. Não ousamos participar mais dos acontecimentos. Um exemplo é a idéia de que política deve ser realizada apenas por político ou quem detém o papel deste setor para lidar com os esses assuntos. Nos enganamos. Podemos e devemos ser mais presentes em assuntos dessa natureza. Já se provou que a opinião popular é importante e tem peso, não só nas eleições, mas na luta pelos direitos democráticos, em processo de impeachment presidencial, referendo, etc. Basta usar a máscara para este tipo de necessidade e exercitar o seu papel.

Muitas vezes nos retraimos, e guardamos nossas opiniões para nós mesmos quando damos de cara com uma idéia que talvez possa no momento parecer melhor que as nossas, ou quando encaramos alguem que julgamos superior a nós, simplesmente obedecemos ou nos queixamos às escondidas sem propor idéias e pontos de vista contrários, que podem, conforme a ocasião e a necessidade, serem surpreendemente melhores.

Por detrás de toda máscara há um ser humano tentando sobreviver em seu meio, buscando a adaptação à sociedade ou grupo ao qual pertence. Portanto, os papéis são importantes. Segue-se, porém, que é relevante a capacidade potencial que todos possuem para desenvolver a criatividade, autonomia e ações pessoal e comunitária. Mas para dinamizá-la, urge reconhecer as múltiplas possibilidades a se desempenhar por meio de novos e essenciais papéis, além dos que já temos.

Há o poder que prende e o que liberta. Podemos crescer em outro papel, libertando-se da idéia prisioneira de limitação. A vida é repleta de oportunidades, mas se não acreditarmos em nossa própria capacidade, nada acontecerá. Escolha uma nova máscara ou melhore o desempenho das que já usa. Aproprie-se do poder que há em cada papel. Máscaras sociais que antes pareciam impossíveis de lhe pertencer estão mais próximas do que você imagina. Com que máscara deseja triunfar?

Fonte: Pensar21.com.br/

“Não importa para onde vamos, não importa onde estamos, nem com quem estamos. O que importa é saber quem somos.” – Vinícius Watanabe

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