Frase do dia: "Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância." – Galileu Galilei

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Potencial e enigmas da mente humana


Todos nós sofremos muitas vezes com nossos pequenos lapsos de memória, esquecemos geralmente onde largamos as chaves da casa, do carro, nossos óculos, CEP, nomes de ruas, etc. Mas por que motivos isso ocorre?

O matemático John Von Neumann uma vez calculou que o cérebro humano poderia armazenar um número acima de 280 quintilhões (280.000.000.000.000.000.000) de bits de memória. Estima-se que nosso cérebro tenha mais de 10¹² de neurônios, e o número das possíveis combinações entre eles (sinapses) seja maior que o número de partículas do universo. E mesmo assim, muitos de nós temos dificuldades em realizar multiplicações envolvendo números de apenas dois dígitos sem utilizar a calculadora ou até mesmo se lembrar do número do próprio celular. Dado o desleixo intelectual de nossa geração, acabamos contemplando gênios como Albert Einstein e Leonardo Da Vinci, da mesma maneira que os povos da antiguidade: como se fosse seres dotados de poderes sobrenaturais.

Performance e potencial

Conforme vimos até agora, o cérebro possui um potencial incrível. No entanto, grande parte das pessoas é cética em relação à esse potencial, dizendo que se o cérebro é tão poderoso, por que apenas algumas pessoas conseguem demonstrar essa dádiva?

Tony Buzan, criador dos mapas mentais e dos campeonatos de memória, fez uma pesquisa que os sujeitos deveriam responder a cada uma das perguntas a seguir:

  • Na escola, já lhe ensinaram alguma coisa sobre o cérebro, suas funções e a maneira que ele compreende novas informações, memoriza, pensa etc.?
  • Você já aprendeu alguma coisa sobre como a memória funciona?
  • Você já aprendeu alguma coisa sobre como os olhos funcionam e como utilizar esse conhecimento em seu benefício?
  • Você aprendeu alguma coisa sobre a natureza da concentração e maneiras para exercitá-la?
  • Você aprendeu a importância de se utilizar palavras-chave nas suas anotações?
  • Você aprendeu algo sobre criatividade?

Para todas as perguntas as respostas foram não. De acordo com as respostas listadas anteriormente, creio que não deva existir mais qualquer dúvida sobre o motivo pelo qual o potencial de nossos cérebros não corresponde à performance alcançada pela maioria das pessoas.

Os gênios

De acordo com a psicologia gênios são pessoas que produziram uma obra de valor inestimável e capazes de mudar os paradigmas da humanidade. Também é compreendida pela psicologia que a inteligência é a capacidade muito geral que uma pessoa tem de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de maneira abstrata, compreender idéias complexas e aprender. É claro que existem pessoas premiadas pela loteria que a genética promove a cada nascimento. Também é inegável que uma alta inteligência pode ser preditora de um grande sucesso pessoal e acadêmico. Mas será a inteligência a única explicação para certas pessoas serem tão bem sucedidas em seus campos de atuação? Você certamente discordaria disso se desse uma olhada no boletim escolar ou no histórico profissional de alguns dos grandes gênios de nosso passado.

Raramente uma grande cientista se destacava na sua infância, muitos deles eram rotulados como lentos, incapazes e até mesmo de estúpidos. O renomado matemático Henri Poincaré foi julgado como imbecil após se submeter ao teste de QI de Binet. Thomas Edison, inventor da lâmpada e de outras 1.903 invenções, foi considerado lento na escola.

Para que pensar?

Para você ter uma idéia, antes da invenção do primeiro alfabeto linear (por volta de 1700 a.C., pelos fenícios) todo o processo de transferência de informação era oral e, para tanto, esses povos precisaram desenvolver técnicas eficazes de memorização, de forma a assegurar sua unidade política, social e religiosa. Assim, os povos antigos foram as mentes mais brilhantes que existiram no planeta.

Graças ás facilidade que existem nos dias atuais, como por exemplo, agendas, celulares, computadores, produtos eletrônicos em geral acabam atrasando ou muitas vezes impedindo esse desenvolvimento intelectual. Ainda que estejamos na era da informação, os seres humanos estão pensando cada vez menos. O que está escrito aqui não é para condenar a tecnologia, o grande problema está no uso da tecnologia como muleta e não com ferramenta para o desenvolvimento humano. Quando nos apoiamos de mais no que a tecnologia nos proporciona, tornamo-nos cada vez mais incapazes de pensar e presas fáceis para as diversas doenças degenerativas,  como Alzheimer e Parkinson.

Portanto exercite seu cérebro e comece a ler cada vez mais, tornando-se alguém com cada vez mais informação e saúde. Para aqueles que realmente desejam ler algo de interessante sobre o assunto, eu indico o livro Mentes Brilhantes do autor Alberto Dell’isola, que é detentor de dois recordes latino-americanos de memorização. Em seu livro você irá encontrar maneiras de melhorar sua memória, aprender leitura dinâmica, desenvolver a criatividade, ter raciocínio rápido, gravar em minutos aquilo que antigamente levava horas, e técnicas com mapas mentais.

“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” – Albert Einstein

Fonte: livro Mentes Brilhantes

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Jogo das máscaras


Máscaras

Ao admitir que cumpre-nos apenas viver conforme a sociedade já bem o definiu, cada qual desempenhando seus papéis sociais como o de marido, esposa, pai, mãe, trabalhador etc, permanecemos presos, impedindo o maior desenvolvimento. Não percebemos que cada papel carrega em si o próprio limite de atuação. Este limite é o referencial a que recorremos para definir as regras de cada atuação social necessária ao melhor convívio.

Cada papel diz respeito a uma máscara usada para encenar o teatro da vida. Agimos de maneira totalmente diferente dependendo de com quem estamos e onde estamos, temos que ser de um jeito para com nosso chefe, colegas, professores, familia, vizinhos e etc. É claro que temos personalidade, mas ela nos leva a vestir essas máscaras para que possamos nos adaptar ao cotidiano, para isso, cada máscara possui uma limitação de se agir, moldando-nos a uma forma de ser. Ocorrem conflitos por causa do desacordo entre tipo de temperamento introvertido ou extrovertido, experiências acumuladas, conceitos formados, e padrões de comportamento sugeridos pela sociedade. Nos casamentos, por exemplo, o psicólogo Carl Rogers (1902-1987) concluiu que Numerosos problemas desenvolvem-se na medida em que tentamos satisfazer as expectativas do outro…, e que não devemos nos afeiçoar pelos desejos, regras e papéis que os outros insistem em impor-nos.

Sabemos que deve-se existir limítes para que haja o convivio adequado, não estou defendendo a abolição de leis e regras, já bem explicadas por pensadores de outros séculos, como Thomas Hobbes (1588-1679), por sua afirmação de que O homem é o lobo do homem, e Voltaire (1694-1778), ao comparar: Para que uma sociedade consiga sobreviver, fazem-se necessárias as leis, assim como as regras para os jogos. A ordem política tem o seu papel na regulação do convívio entre os homens, mas nos revestimos destes papéis ao usar as máscaras sociais e agimos apenas em conformidade a eles. Não nos inquietamos a ponto de refletir sobre se devemos pensar e agir diferentemente do que estamos acostumados. Não ousamos participar mais dos acontecimentos. Um exemplo é a idéia de que política deve ser realizada apenas por político ou quem detém o papel deste setor para lidar com os esses assuntos. Nos enganamos. Podemos e devemos ser mais presentes em assuntos dessa natureza. Já se provou que a opinião popular é importante e tem peso, não só nas eleições, mas na luta pelos direitos democráticos, em processo de impeachment presidencial, referendo, etc. Basta usar a máscara para este tipo de necessidade e exercitar o seu papel.

Muitas vezes nos retraimos, e guardamos nossas opiniões para nós mesmos quando damos de cara com uma idéia que talvez possa no momento parecer melhor que as nossas, ou quando encaramos alguem que julgamos superior a nós, simplesmente obedecemos ou nos queixamos às escondidas sem propor idéias e pontos de vista contrários, que podem, conforme a ocasião e a necessidade, serem surpreendemente melhores.

Por detrás de toda máscara há um ser humano tentando sobreviver em seu meio, buscando a adaptação à sociedade ou grupo ao qual pertence. Portanto, os papéis são importantes. Segue-se, porém, que é relevante a capacidade potencial que todos possuem para desenvolver a criatividade, autonomia e ações pessoal e comunitária. Mas para dinamizá-la, urge reconhecer as múltiplas possibilidades a se desempenhar por meio de novos e essenciais papéis, além dos que já temos.

Há o poder que prende e o que liberta. Podemos crescer em outro papel, libertando-se da idéia prisioneira de limitação. A vida é repleta de oportunidades, mas se não acreditarmos em nossa própria capacidade, nada acontecerá. Escolha uma nova máscara ou melhore o desempenho das que já usa. Aproprie-se do poder que há em cada papel. Máscaras sociais que antes pareciam impossíveis de lhe pertencer estão mais próximas do que você imagina. Com que máscara deseja triunfar?

Fonte: Pensar21.com.br/

“Não importa para onde vamos, não importa onde estamos, nem com quem estamos. O que importa é saber quem somos.” – Vinícius Watanabe

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(DES)evolução


Desevolução

Desevolução

Veja a evolução do ser humano com o passar do tempo:

Para onde estamos caminhando? Essa é a pergunta que me faço em alguns momentos, e aposto que muitas pessoas também já se fizeram algum dia. A ciência através de suas inúmeras teorias, tenta responder a essa questão, e a conformista religião, através da fé, certamente conforta os corações mais aflitos. Religião não é meu forte, apesar de já ter tentado entender muitos pensamentos nela contidos, vejo as crenças em geral como uma ótima maneira de acalmar a angústia de muitos. Não sei se existe o Diabo, mas por razões óbvias, com certeza essa seria uma de suas representações:

Cifrão

Atualmente, o ser humano vem desenvolvendo cada vez mais seu domínio sobre determinados assuntos, como por exemplo: carros novos, celulares cada vez mais modernos, cadeiras cada vez mais confortáveis para assistirmos à nossas televisões cada vez mais enormes, e com imagens melhor definidas. Assistimos em nossas televisões todos os dias à reportagens que mostram o quanto o ser humano tornou-se egoísta com o passar dos tempos, e começou a construir cada vez mais seu império, eliminando à tudo e todos que ficarem em seu caminho.

A nossa inteligência é o que nos diferencia dos outros animais, assim sendo, quanto mais inteligente é o ser humano, mais desenvolvido ou maior capacidade de se desenvolver ele tem. Com o objetivo de estabelecer parâmetros de inteligência foi criado o famoso Quociente de Inteligência, ou também conhecido como Q.I. que é uma medida derivada da divisão da idade mental pela idade cronológica, obtida por meio de testes desenvolvidos para avaliar a capacidade de inteligência de um sujeito. Ou seja, isso serviria pra enxergar-mos a ponte que existe entre um gênio, e uma pessoa que não tem o hábito de pensar.

Se a grande maioria dos seres humanos tivesse o Q.I. elevado, ou seja, compartilhassem de alto grau de inteligência, os recursos naturais seriam melhor aproveitados e a harmonia entre as pessoas seria crescente, porém não é esse o rumo que vemos as coisas tomarem. A destruição cada vez mais constante do meio ambiente, em busca de riquezas nos faz temer pelo futuro das próximas gerações, e comentários como o de que a 3ª guerra mundial será por causa da Amazônia, maior fonte de riqueza natural do mundo, não são difíceis de serem ouvidos por ai, mas por que a humanidade estaria tomando este caminho?

A teoria da desevolução afirma que o Q.I. médio da população está caindo gradativamente. Casais com Q.I. alto possuem uma média de 1,5 filhos, enquanto os casais de Q.I. baixo, possuem em média cerca de 5 filhos. Este fato aliado ao avanço da medicina e pela falta de predadores naturais faz com que a população humana aumente desenfreadamente e seja responsável pelo seu próprio declínio.

A banda Korn, mostra muito bem isso em seu clipe Evolution, e atingem seu objetivo de nos fazer refletir. Estamos nos tornando cada vez mais sedentários, temos todas as comodidades em nossos lares, não precisamos mais preparar nossas refeições, nem mesmo sair para fazer compras, claro que isso deve-se ao fato do ser humano estar cada vez mais ocupado, mas será tudo isso necessário? Nem pensar precisamos mais, pois com os avanços da informática, conseguimos todas as informações que necessitamos na internet, que está cada vez mais perto de se tornar o grande cérebro da humanidade, e se não tomarmos cuidado, um dia dominará a humanidade, isto é se esse dia já não chegou.

E você? Acredita que estamos no caminho oposto da evolução? Acha que a religião tem as respostas pra estas questões? O que pensa sobre o sedentárismo humano? Acredita em Q.I.? Aliás, você sabe qual o seu? Comentem

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