Frase do dia: "Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância." – Galileu Galilei

Escolas ensinam a pensar?


Há um tempo venho lendo um livro (O código da inteligencia – Augusto Cury), e me chamou a atenção passagens que falavam se as escolas, os centros acadêmicos realmente ensinam a pensar.

Ao meu ver, o templo do conhecimento apenas prepara seus alunos para o mercado de trabalho e não para a vida. A ideia de competição predatória, de controle do pensamento e da contração do debate de ideias tem penetrado no sistema educacional.

E esse estressa os seus alunos, pela quantidade excessiva de informações, invés de treiná-los a decifrar a capacidade de criar, intuir, gerenciar pensamentos. Ter ideias diferentes, quebrar paradigmas, deveria ser motivos de aplausos na academia. Infelizmente esse “cardápio”  nem sempre o é. Prioriza-se o acúmulo de informações e não o debate. Prioriza-se respostas prontas e não a arte da dúvida. A cultura informativa não tem alicerçado a sabedoria e a arte de expor ideias para criar pensadores em um mundo que “parou de pensar” .

Por ano, milhões de pessoas se formam em universidades. Saem com excessiva quantidade de informações em seu intelecto. Muitos decifram a linguagem da razão, mas não da sensibilidade. Muitos decifram a linguagem do individualismo, do egocentrismo, mas não do altruísmo, por isso não entendem que os fracos usam as armas, enquanto os fortes as ideias. Os fracos impõem suas verdades, os fortes as submetem ao debate.

As crianças e os adolescentes aprendem a ler e a escrever, mas não a imaginar. Aprendem a calcular, mas não a observar. Aprendem a repetir informações, mas não a construir.

Sim, com certeza é importante ter conhecimentos de geografia, biologia, matemática, porém, o objetivo essencial da escola não seria formar pessoas fortes, pensadores que saibam debater suas ideias ?

A Escola da Inteligência:

Uma música para se pensar:

“As universidades, com as devidas exceções, são templos doentios, que formam pessoas doentes para viver em uma sociedade doente. Preparam jovens para dizer amém para o sistema e não para repensá-lo” – (Augusto Cury – O vendedor de sonhos II – a missão)

“O sistema educacional perdeu o foco. Ensina os alunos de todo o mundo o pequeno átomo que nunca veremos e o imenso universo que nunca pisaremos, mas não lhes ensina a conhecer o mais importante e mais próximo de todos os espaços, o psíquico!” – (Augusto Cury – Pais brilhantes, professores fascinantes)

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2 Respostas

  1. Parabéns pelo post!!
    Vou colocar aqui, um comentário que fiz, referente ao estímilo (ou melhor, a falta dele) da criatividade e que postei em outro blog. Acho que cabe aqui também..

    A verdade é que vivemos em um sistema, em que ninguém estimula ou valoriza a criatividade. Nem o governo, nem a sociedade, nem os pais e nem a escola. Basta ver qual é a primeira e a segunda opção de carreira, no vestibular. Será que as pessoas acham que nasce muito mais gente com dom, talento ou vontade de ser médico, do que artista? Eu falei artista, ou seja, aquele que trabalha com arte, não falei celebridade ou coisa parecida.

    O que acontece na realidade, é um verdadeiro extermínio aos criadores ou mesmo a qualquer pessoa (independente da profissão)que tenha um pouquinho de visão criativa.
    Não existe nenhuma valorização ao conhecimento, criatividade e cultura. E isso tudo funciona de forma orquestrada, ou seja, tudo com a clara intenção de fazer com que as pessoas continuem emburrecendo.

    Vejo as pessoas enchendo a boca para falar de cultura, mas os pais(por exemplo) querem que seus filhos sigam profissões convencionais e de preferência longe das artes.

    Os diretores de escolas(por exemplo) levam os alunos para ver disney no gelo, mas não para ver espetáculos mais alternativos e realmente transformadores. Aliás muitas escolas particulares, nem recebem os grupos de teatro “arte” e querem somente levar aos seus alunos coisas como “Branca de Neve”, O Mágico de Oz” e por aí vai.

    O sistema em que vivemos(por exemplo)tem a intenção clara de que fiquemos cada vez menos críticos e reflexivos, logo, a cultura de massa está ótima. A grande maioria das pessoas, por exemplo, depois de ter passado por todos esses “estímulos á criatividade”… não são mais capazes de desenvolver senso crítico, não são mais capazes de desenvolver a sensibilidade, não pensam mais por si próprias, acatam a tudo que é imposto pelo sistema e por fim adoram a cultura de massa.
    Simples assim. Infelizmente.

    Em meu blog, fiz um post que chama-se “As onze dicas de Bill Gates e as minhas”, no qual expresso justamente isso. A capacidade que devemos desenvolver, de expressar
    nossas idéias e não de simplesmente ler um texto e não contestá-lo.

    http://balaiovariado.blogspot.com/2010/04/as-onze-dicas-de-bil-gates-e-as-minhas.html

    Pude perceber também, a grande dificuldade das pessoas na interpretação de um texto.
    No blog também tem um texto que fiz, sobre a maioridade penal.

    http://www.balaiovariado.com/2010/02/tira-se-responsabilidade-do-governo-e_07.html

    Abraços

    27 de julho de 2010 às 12:26

  2. Victor

    Muito interessante! As instituiçoes não formam pessoas para construir seus sonhos e sim ser empregado de quem já construiu os seus. abcs

    16 de outubro de 2013 às 14:41

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